Operação da Polícia Civil mira integrantes de torcida organizada por ataque violento a torcedor do Goiás
Ação do Geprot resultou em prisões e apreensões contra suspeitos ligados a uma torcida do Vila Nova investigada por tentativa de homicídio qualificado em Goiânia.
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Pontapé Inicial, voltada ao enfrentamento da violência associada a torcidas organizadas no futebol goiano. A ofensiva teve como alvo integrantes da torcida “8º Comando”, vinculada ao Vila Nova Futebol Clube, investigados por um ataque que deixou um torcedor do Goiás Esporte Clube gravemente ferido, em Goiânia.
A operação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), unidade especializada no combate a crimes relacionados a eventos esportivos. Foram cumpridos cinco mandados judiciais, sendo dois de prisão e três de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação fundamentada da autoridade policial.
Entre os alvos estão um adulto e um adolescente, ambos apontados pelas investigações como participantes diretos da agressão. O suspeito maior de idade foi autuado por tentativa de homicídio qualificado, com agravante de motivo fútil, além do crime de associação criminosa. O adolescente foi apreendido e responderá por atos infracionais análogos às mesmas condutas, conforme previsto na legislação.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima — um torcedor do Goiás, cuja identidade foi preservada — foi cercada e atacada de forma violenta após ser reconhecida como rival. As investigações indicam que a ação foi premeditada, com características de emboscada, e executada por mais de uma pessoa. Durante a agressão, teriam sido utilizados objetos improvisados, potencializando o risco à integridade física da vítima.
O torcedor sofreu ferimentos graves, especialmente na região do tronco e do pescoço, e precisou de atendimento médico intensivo. A gravidade das lesões foi determinante para o enquadramento penal adotado pela Polícia Civil, que considerou o contexto e a dinâmica dos fatos para caracterizar a tentativa de homicídio.
Em nota, a PC-GO reforçou que a operação integra uma estratégia permanente de repressão qualificada à violência no esporte, com foco na responsabilização criminal de envolvidos em ações organizadas e na prevenção de novos episódios. As investigações seguem em andamento, com a análise de materiais apreendidos e o aprofundamento das diligências para identificar outros possíveis participantes do ataque.
A atuação do Geprot, segundo a corporação, busca assegurar que o futebol permaneça como espaço de convivência e lazer, afastando práticas criminosas que colocam em risco a vida de torcedores e comprometem a segurança pública.
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