Falso cliente rende funcionários, amarra proprietário e rouba joias em motel de Inhumas
Suspeito de 29 anos teve prisão convertida em preventiva após ação violenta; polícia apreendeu simulacro e recupera parte das informações do caso.
Um homem de 29 anos foi preso suspeito de planejar e executar um assalto violento a um motel localizado em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, após se passar por cliente para ter acesso ao estabelecimento. A ação criminosa ocorreu no último sábado (10) e envolveu restrição de liberdade, ameaça armada e subtração de dinheiro, joias e equipamentos de monitoramento.
Segundo informações confirmadas pela Polícia Militar, o suspeito — identificado como Lindiomar Soares Vieira — chegou ao local simulando ser um hóspede comum. Após entrar no pátio do motel, ele rendeu uma funcionária que realizava atividades de rotina e, sob ameaça, obrigou-a a conduzi-lo até a recepção. Em posse de um objeto semelhante a uma arma de fogo, o homem exigiu que a funcionária chamasse o proprietário.
De acordo com o relato prestado pela vítima às autoridades, o dono do estabelecimento foi surpreendido ainda em repouso, acordando sob ameaça direta. Ele foi amarrado com cordas e mantido imobilizado enquanto o suspeito exigia acesso a valores e bens de maior valor. A esposa do proprietário também foi rendida e coagida a entregar o equipamento responsável pelo armazenamento das imagens das câmeras de segurança, numa tentativa de dificultar a identificação do autor.
Após recolher dinheiro em espécie, joias e o sistema de monitoramento, o homem fugiu do local. Com base nas características repassadas pelas vítimas, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas na região e localizaram o suspeito na segunda-feira (12), em um frigorífico nas proximidades do município de Araçu. Durante a abordagem, foi apreendido o objeto utilizado na ação, posteriormente identificado como um simulacro de arma de fogo.
Apresentado à Justiça, Lindiomar teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (14). Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime, o emprego de violência e grave ameaça, além do histórico criminal do investigado, que já possui passagem por homicídio no estado do Pará.
A defesa do suspeito não foi localizada até o fechamento desta matéria. A Polícia Civil deve conduzir as investigações para apurar se houve participação de terceiros e para tentar recuperar os bens subtraídos.
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