11 de janeiro de 2026
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Criança é atendida após acidente com anzol no rosto durante pescaria em Luziânia

Objeto retornou no momento do arremesso da isca; Corpo de Bombeiros realizou retirada precisa com equipamento especializado em unidade de saúde
Criança de 10 anos fica com anzol preso no rosto (Reprodução/Corpo de Bombeiros)

Uma criança de 10 anos precisou de atendimento especializado após sofrer um acidente com anzol preso ao rosto durante uma pescaria em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O episódio ocorreu na noite da última sexta-feira (9) e exigiu atuação técnica do Corpo de Bombeiros Militar, devido à sensibilidade da área atingida.

De acordo com informações confirmadas pela corporação, o acidente aconteceu no momento em que a criança tentava arremessar a isca. O anzol, acoplado à linha, acabou retornando de forma abrupta e atingiu o rosto, ficando cravado na pele. Diante da complexidade da lesão, a vítima foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luziânia, onde os bombeiros foram acionados para auxiliar no procedimento.

Para garantir a retirada segura e minimizar riscos de agravamento, os militares utilizaram uma micro retífica, equipamento de precisão empregado para cortar parte do metal do anzol. Após a redução da estrutura, a remoção do fragmento restante foi concluída de forma controlada, evitando danos adicionais aos tecidos. O procedimento foi registrado em vídeo pela corporação e divulgado posteriormente para fins educativos.

Especialistas alertam que acidentes dessa natureza envolvem riscos clínicos relevantes. O médico infectologista Marcelo Daher, do Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), destaca que anzóis costumam estar contaminados por contato com solo e iscas orgânicas, o que eleva o risco de infecções, incluindo tétano. Além disso, dependendo do local atingido e da forma de retirada, pode haver lesão nervosa, com possibilidade de sequelas como paralisia facial ou comprometimento ocular, inclusive com risco de cegueira.

O Corpo de Bombeiros reforça orientações essenciais para situações semelhantes. A recomendação é não tentar remover o anzol de forma improvisada, especialmente quando cravado em regiões sensíveis como rosto, olhos, pescoço ou articulações. A manipulação inadequada pode ampliar a lesão e aumentar o risco de infecção. O correto é manter a calma, estabilizar o objeto e procurar atendimento imediato em uma unidade de saúde ou acionar o serviço de emergência pelo telefone 193.

O caso serve de alerta para os riscos associados a atividades recreativas, sobretudo quando envolvem crianças, e evidencia a importância de supervisão constante, uso de equipamentos adequados e adoção de medidas preventivas para evitar acidentes potencialmente graves.

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Marcus

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