Creche clandestina é desarticulada, em Morrinhos após denúncias de maus-tratos e abandono infantil
Ação conjunta da Polícia Civil e do Conselho Tutelar encontrou nove crianças em ambiente insalubre, sem alimentação adequada e cuidados básicos; responsável foi presa em flagrante

Uma creche clandestina que funcionava de forma irregular em uma residência no município de Morrinhos, no sul de Goiás, foi desarticulada após denúncias apontarem maus-tratos, abandono e condições degradantes impostas a crianças pequenas. A operação resultou na prisão em flagrante da responsável pelo local, em ação integrada da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e do Conselho Tutelar.
As informações que motivaram a intervenção indicavam um cenário de extrema vulnerabilidade: relatos de crianças chorando por fome, ausência de supervisão adequada e a presença de odor intenso associado ao uso de entorpecentes no interior do imóvel. Diante da gravidade, equipes se deslocaram até o endereço e constataram a veracidade das denúncias.
No local, foram encontradas nove crianças com idades entre 1 e 6 anos, todas em condições precárias de higiene, algumas com roupas sujas, sem alimentação compatível com a idade e sem qualquer rotina mínima de cuidados. O ambiente foi classificado como insalubre, com espaço físico inadequado para acolher o número de crianças mantidas ali, ausência de estrutura mínima exigida por normas sanitárias e inexistência de autorização para funcionamento como instituição de educação infantil.
A responsável pelo imóvel foi autuada por maus-tratos, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e teve a prisão em flagrante formalizada pela autoridade policial. Após os procedimentos legais, ela foi encaminhada à Unidade Prisional de Orizona, onde permanece à disposição do Poder Judiciário, aguardando audiência de custódia.
As crianças foram imediatamente retiradas do local e encaminhadas para acompanhamento do Conselho Tutelar, que adotou medidas emergenciais de proteção, incluindo contato com familiares e avaliação das condições de reintegração ou encaminhamento a serviços da rede socioassistencial.
As investigações seguem em andamento para apurar eventuais responsabilidades adicionais, inclusive no que se refere aos pais ou responsáveis legais, uma vez que há indícios de que algumas crianças permaneciam na situação de risco por períodos prolongados. A Polícia Civil também apura se havia cobrança financeira irregular pela guarda das crianças e se outras pessoas colaboravam com o funcionamento clandestino da creche.
O caso reacende o alerta das autoridades sobre a importância da verificação da regularidade de espaços destinados ao cuidado infantil e do papel fundamental das denúncias da população na proteção dos direitos de crianças e adolescentes.
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