Radares são derrubados na GO-164 e levantam suspeita de vandalismo em trecho crítico de Nova Crixás
Equipamentos de fiscalização foram encontrados no chão no trevo da Piraíba; indícios apontam para ação deliberada em área marcada por histórico de acidentes
Radares de controle de velocidade instalados na GO-164 foram encontrados derrubados na manhã deste sábado (3) no trevo que conecta a rodovia à GO-239, conhecido como trevo da Piraíba, em Nova Crixás, região do Rio Araguaia. A cena chamou a atenção de moradores e motoristas que utilizam diariamente o trecho, considerado estratégico e de risco elevado para quem segue em direção ao distrito de São José dos Bandeirantes.
Os equipamentos atuavam como barreira eletrônica, com a função de reduzir a velocidade dos veículos em um ponto de cruzamento intenso e de visibilidade limitada. Segundo relatos de moradores da região, a presença dos radares vinha contribuindo para a diminuição de excessos e para maior segurança de pedestres e condutores que atravessam o entroncamento.
Um vídeo gravado no local e compartilhado nas redes sociais reforçou a suspeita de vandalismo. Nas imagens, um morador afirma que os radares não foram derrubados por ação do vento, intempéries ou acidente de trânsito. Ele aponta marcas no solo e na estrutura metálica que, segundo ele, indicariam o uso de ferramenta cortante ou equipamento mecânico para a remoção forçada dos postes. “Isso aqui não caiu sozinho. Foi derrubado de propósito. Esse radar dava segurança, fazia os carros reduzirem”, afirma no registro.
O trecho do trevo da Piraíba já foi palco de acidentes graves, conforme relatos de moradores e motoristas frequentes, o que aumenta a preocupação com a retirada dos dispositivos de fiscalização. Especialistas em segurança viária costumam destacar que a eliminação de mecanismos de controle de velocidade em pontos críticos tende a elevar o risco de colisões, especialmente em áreas de conversão e cruzamento de fluxos distintos.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre autoria ou motivação do ato. A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), responsável pela gestão e manutenção das rodovias estaduais, foi procurada para informar se houve registro de ocorrência, previsão de reinstalação dos equipamentos e eventual apuração administrativa ou policial, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
O caso deve ser analisado pelas autoridades competentes e pode resultar em investigação por dano ao patrimônio público, além de reacender o debate sobre a importância da fiscalização eletrônica como instrumento de preservação de vidas nas rodovias goianas.
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