PCGO desarticula núcleo regional de facção interestadual ligada ao tráfico de drogas e armas
Operação Reincidentes cumpre mandados em Goiás e no Rio de Janeiro e avança sobre estrutura criminosa que mantinha ramificações em Goiânia; investigações apontam que lideranças morreram em ação policial no RJ.
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Reincidentes, iniciativa voltada ao desmonte de uma célula regional de uma facção criminosa que atuava no tráfico de drogas, armas e no financiamento de atividades ilícitas em Goiânia e cidades próximas. O trabalho investigativo revelou a existência de um elo operacional entre integrantes radicados em Goiás e lideranças instaladas no Rio de Janeiro.
A ação cumpriu 23 ordens judiciais, incluindo 10 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão, com alvos distribuídos em Goiânia, Barro Alto (GO), São Pedro da Aldeia (RJ) e Cabo Frio (RJ). A operação contou com apoio direto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, dada a dimensão interestadual da estrutura investigada.
Segundo apurações conduzidas pelo setor de repressão ao crime organizado, os investigados em Goiás faziam parte de um núcleo responsável por armazenar, distribuir e repassar drogas e armamentos provenientes do Sudeste, além de operacionalizar movimentações financeiras destinadas à manutenção da facção. Parte dos alvos atuava como ponte logística entre fornecedores cariocas e o mercado varejista de entorpecentes na Grande Goiânia.
As investigações indicam ainda que duas lideranças da organização — apontadas como articuladores da rota entre Rio e Goiás — morreram no dia 28 de outubro, durante a Operação Contenção, deflagrada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro em comunidades dominadas por facções rivais. A morte desses chefes não interrompeu a estrutura criminosa, mas fragilizou sua cadeia de comando, o que permitiu à polícia goiana avançar sobre o grupo remanescente.
Com a deflagração da Reincidentes, a Polícia Civil busca interromper o fluxo ilícito de drogas e armas que abastecia pontos estratégicos do estado, além de desarticular redes de apoio responsáveis por logística, guarda de material ilícito e lavagem de dinheiro. A corporação avalia que os resultados da operação devem provocar deslocamentos internos na organização criminosa, com potencial para diminuir sua capacidade de atuação em Goiás no curto prazo.
Os presos serão interrogados e encaminhados ao sistema prisional, enquanto a análise dos materiais apreendidos deve aprofundar a compreensão das rotas empregadas, das conexões interestaduais e da estrutura financeira usada pelo grupo. A PCGO afirma que novas ações não estão descartadas.
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