Hospital de Urgências de Goiânia mostra avanços após intervenção da Secretaria de Saúde e acompanhamento do TCE-GO
Medidas adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde reduziram superlotação, eliminaram pacientes em macas e otimizaram fluxos hospitalares, em uma ação integrada com o Tribunal de Contas do Estado para garantir atendimento digno e eficiente à população.

O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), historicamente um dos principais termômetros da rede pública de saúde em Goiás, apresentou um cenário completamente distinto após um conjunto de ações emergenciais implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Corredores sem pacientes em macas, redução significativa na superlotação e melhora perceptível na agilidade dos atendimentos foram alguns dos resultados apresentados nesta terça-feira (5) pelo secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis, ao conselheiro Sebastião Tejota, relator da área de saúde do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO).
A reunião, realizada na sede do TCE, marcou a entrega dos primeiros resultados da intervenção realizada após uma vistoria do Tribunal motivada por denúncias de superlotação e demora no atendimento. A inspeção do TCE serviu de base para um plano de reestruturação executado pela SES, com acompanhamento contínuo e atuação integrada com outras unidades de referência — o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa) e o Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana).
Segundo Rasível dos Reis, a Secretaria criou um grupo de trabalho permanente, com reuniões diárias e acompanhamento em tempo real das demandas hospitalares. Essa integração em rede, explicou o secretário, permitiu redistribuir cirurgias eletivas e de emergência, otimizar o fluxo de pacientes entre hospitais e agilizar a resposta do sistema de regulação.
Entre as medidas estratégicas, destacam-se a criação da “Semana Protegida” — mecanismo que permite aos hospitais programar uma semana de redução de atendimentos para replanejar fluxos e corrigir gargalos —, o monitoramento do ciclo de altas hospitalares e o uso de gestão orientada por evidências. O secretário também anunciou investimentos de R$ 60 milhões em novos equipamentos para o Hugo, com mais R$ 40 milhões já previstos para a segunda fase de modernização da unidade.
Essas providências resultaram em aumento do giro de leitos, maior eficiência cirúrgica e agilidade nos diagnósticos, além de melhorias diretas nas condições de trabalho das equipes médicas e assistenciais. “Estamos reestruturando a rede hospitalar com base em dados concretos e transparência total junto ao Tribunal de Contas”, afirmou Rasível.
O conselheiro Sebastião Tejota destacou o caráter colaborativo da parceria entre o TCE e a SES. “Nosso objetivo não é apenas fiscalizar, mas contribuir para que o cidadão receba um atendimento público de qualidade, equivalente ao da rede privada”, disse. Já a secretária de Controle Externo do TCE-GO, Ana Paula Rocha, reforçou que a fiscalização será contínua e estratégica. “Estamos realizando uma auditoria para avaliar os sistemas de gestão hospitalar e acompanhar os impactos das medidas em todo o Estado”, explicou.
Com o acompanhamento técnico do TCE e o engajamento da Secretaria de Saúde, o governo estadual sinaliza uma nova fase na gestão hospitalar, marcada por eficiência, transparência e foco na dignidade do paciente. O desafio, agora, será consolidar os avanços e torná-los sustentáveis em toda a rede pública goiana.
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