Goiânia lança etapa de recuperação asfáltica com R$ 8,5 milhões na área central
Serão recuperados 30,6 km de vias em 140 pontos de alto tráfego; obra faz parte de programa milionário e foca reforço estrutural e prevenção de desgaste.

A Prefeitura de Goiânia lançou nesta quarta-feira (8/10) uma nova etapa do ambicioso programa de recuperação asfáltica na Região Central da capital, com investimento de R$ 8,5 milhões. A ação contempla 30,6 quilômetros de vias, distribuídos entre 140 ruas e avenidas nos setores Centro-Oeste, Marechal Rondon, Norte Ferroviário, Oeste, além das vilas Abajá, Isaura, Santa Helena, São Francisco e Paraíso. Os trabalhos são conduzidos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e têm prazo estimado de execução de até 75 dias.
O Consórcio CJF, responsável por obras similares em trechos como o Setor Guanabara e o acesso à Ceasa, foi contratado mediante concorrência pública nº 001/2023 para esta fase. Os serviços previstos incluem reciclagem de base, fresagem, aplicação de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), revestimento com geogrelha e microrrevestimento asfáltico. Tais técnicas visam garantir uma pavimentação mais duradoura, com melhor resistência para vias de tráfego intenso.
Estratégia, cobertura e impacto esperado
O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) afirmou que Goiânia está vivendo o maior programa de recapeamento e asfaltamento de sua história, com aporte total que ultrapassa a marca de R$ 600 milhões em reformas viárias distribuídas por várias regiões da cidade, incluindo Norte, Noroeste, Oeste, Marista e setores centrais como Vila Santa Helena. Ele ressaltou que as ruas contempladas neste novo lote estavam em situação crítica, com sinais de desgaste profundo, buracos, deformações na base e erosões, o que tornava urgente uma recuperação completa.
A seleção das vias segue critérios técnicos. São priorizados os corredores de ônibus, vias de maior circulação de veículos e aquelas que ligam regiões estratégicas ou comerciais, garantindo impacto direto na mobilidade urbana. O objetivo declarado é “transformar as principais vias em verdadeiros tapetes”, oferecendo mais segurança, conforto e durabilidade.
Técnicas de execução e desempenho esperado
Os métodos aplicados nesta fase incluem:
- Reciclagem de base: remoção de partes danificadas do pavimento existente, reincorporação de materiais e preparação da base para nova sobreposição;
- Fresagem: raspagem superficial para nivelamento e eliminação de ondulações;
- CBUQ: aplicação de camada asfáltica produzida em usina, garantindo maior controle de qualidade;
- Reforço com geogrelha: uso de telas sintéticas para distribuir tensões e reduzir fissuras;
- Microrrevestimento: selamento fino sobre capa asfáltica, prolongando a vida útil da via.
Com esses procedimentos, a Seinfra espera reduzir os custos de manutenção futura, diminuir os transtornos causados por vias degradadas e melhorar a segurança para motoristas, pedestres e transporte coletivo.
Desafios e críticas em análise
Apesar dos méritos, o programa enfrenta desafios práticos:
- Logística de execução em áreas centrais, com trânsito intenso, estabelecimentos comerciais e fluxo elevado de pessoas, pode gerar impactos (interdições, ruídos, congestionamentos) que demandam planejamento rigoroso de comunicação e desvio de tráfego.
- Adaptação das vias antigas, onde o comprometimento da base é profundo, pode exigir intervenções mais extensas, elevando custos ou prolongando o prazo.
- O cumprimento do prazo de 75 dias será determinante para a avaliação pública do êxito financeiro e técnico da obra.
Conexão institucional e metas amplas
O esforço municipal se insere em parceria técnica com o Estado por meio da Seinfra estadual e da Goinfra, cujo apoio foi formalizado no início de 2025 para agilizar obras na capital. A meta anunciada por Mabel inclui recuperar e pavimentar 1.000 quilômetros de vias municipais, entre recapeamentos, restaurações e melhorias estruturais.
A nova etapa adiciona ao portfólio asfáltico um conjunto significativo de vias centrais que, historicamente, sofrem com o efeito contínuo do trânsito pesado, intempéries e atrasos nas manutenções. A expectativa é que, com a conclusão, ocorra uma melhora visível tanto na fluidez viária quanto no conforto para os usuários do transporte público.
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