Bebê nasce empelicado em parto de gêmeos e emociona equipe do Hospital Dona Íris, em Goiânia
Caso raro de nascimento com a bolsa amniótica intacta surpreende profissionais e familiares; mãe elogia atendimento humanizado e cuidado da equipe obstétrica.

O nascimento dos gêmeos Luiz Marques Lima e Léo Marques Lima, no Hospital e Maternidade Dona Íris, em Goiânia, tornou-se um dos momentos mais marcantes do ano para a equipe médica da unidade. Durante o parto, realizado por cesariana, o segundo bebê, Léo, veio ao mundo empelicado — ainda envolto pela bolsa amniótica, que permaneceu intacta até o momento do nascimento.
O fenômeno, conhecido como parto empelicado, ocorre quando o bebê nasce completamente dentro da bolsa amniótica, sem que haja o rompimento natural da membrana durante o trabalho de parto. É considerado um evento extremamente raro, registrado em menos de 1 a cada 80 mil partos, segundo estimativas médicas.
A mãe, Tainara Marques Souza, de 24 anos, viveu a segunda gestação e realizou seu primeiro parto na maternidade. O marido, Arthur Lemes Lima, acompanhou todo o processo e registrou o momento em fotografias que emocionaram a equipe e os familiares.
“É algo que não vemos com frequência. O bebê nasce como se ainda estivesse protegido dentro do útero, envolto pela bolsa. É uma cena de delicadeza e perfeição, que nos lembra o milagre da vida”, destacou Joyce Santiago Ferreira, enfermeira obstetra responsável pelo parto.
O pai dos bebês relatou que o casal ficou apreensivo no início, mas que a segurança e o acolhimento da equipe foram decisivos para transformar o momento em uma experiência inesquecível.
“Ficamos com medo no começo, mas a equipe nos tranquilizou. Quando o primeiro nasceu, já ficamos mais calmos. Aí, quando veio o empelicado, todos ficaram surpresos. Foi muito bonito e emocionante. Depois que vimos que os dois estavam bem, o alívio foi total”, contou Arthur Lemes Lima.
Além da emoção do parto, Tainara fez questão de ressaltar a qualidade do atendimento e o cuidado humanizado recebido no hospital público, que é referência em saúde materna em Goiânia.
“No meu primeiro parto, fui atendida por médicos homens, mas agora senti mais delicadeza. As mulheres da equipe foram extremamente cuidadosas, atenciosas e acolhedoras. Até a cicatriz da cesariana ficou melhor, com menos dor. Saio muito grata”, afirmou.
Um milagre raro e simbólico
O parto empelicado é frequentemente descrito por obstetras como um nascimento simbólico de proteção e sorte, uma vez que o bebê vem ao mundo sem contato direto com o ar até a retirada completa da bolsa. Em algumas culturas, esse tipo de nascimento é considerado um sinal de bênção ou boa fortuna.
No Hospital Dona Íris, onde nascem em média 600 bebês por mês, o registro de um caso empelicado é motivo de celebração e estudo. A direção da unidade informou que partos como o de Léo Marques Lima reforçam a importância da assistência humanizada e da preparação técnica das equipes de enfermagem e obstetrícia, que atuam com foco na segurança da mãe e do recém-nascido.
O nascimento dos gêmeos foi considerado plenamente bem-sucedido, com ambos os bebês em perfeito estado de saúde.
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