Polícia e Agrodefesa apreendem 2,5 toneladas de carne imprópria para consumo em Goiânia
Operação conjunta identificou manipulação irregular de alimentos em estabelecimento clandestino; responsável responderá por crimes contra as relações de consumo.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), em ação integrada com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), apreendeu 2.500 quilos de carne bovina em condições irregulares de conservação e preparo em um imóvel localizado no Parque Maracanã, região noroeste de Goiânia. O produto era destinado à produção e venda de espetinhos em estabelecimentos comerciais da capital.
De acordo com as autoridades, o local não possuía registro na Agrodefesa e apresentava sérias deficiências estruturais e higiênico-sanitárias, descumprindo padrões legais que asseguram a saúde do consumidor. A operação constatou irregularidades no manuseio da carne, ausência de equipamentos adequados de refrigeração e inadequações físicas no ambiente de trabalho, fatores que comprometem diretamente a qualidade e a segurança do alimento.
O proprietário do espaço foi identificado e teve suas atividades imediatamente suspensas. Ele responderá com base na Lei nº 8.137/1990, que dispõe sobre crimes contra as relações de consumo. Em especial, o artigo 7º, incisos VII e IX, enquadra como crime a prática de manter em depósito ou comercializar produtos em condições impróprias para o consumo. A pena prevista varia de dois a cinco anos de detenção, além de multa.
Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), a investigação ainda busca mapear a rede de distribuição da carne, uma vez que os produtos apreendidos eram direcionados a diversos pontos de venda. “Trata-se de uma violação grave à saúde pública, com potencial risco de contaminação alimentar para centenas de consumidores”, afirmou uma fonte ligada à apuração.
A Agrodefesa reforçou que qualquer estabelecimento que manipule, beneficie ou distribua produtos de origem animal deve estar devidamente registrado e cumprir normas de boas práticas de fabricação e higiene, sob risco de interdição e sanções legais.
O caso continua em investigação para apurar a extensão da rede de fornecimento e identificar possíveis cúmplices. Até o momento, o nome do responsável não foi divulgado.
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