24 de janeiro de 2026
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Polícia Civil prende dois por furto de energia e agressão a fiscal durante operação em Itumbiara

Concessionária de energia identificou indícios de adulteração em residência no Setor Paranaíba; durante vistoria, fiscal foi agredido e dois moradores acabaram detidos. Um deles foi autuado por furto qualificado e o outro, por violência e ameaças.
Diante disso, a proprietária foi presa e autuada por furto de energia elétrica e o outro homem, autuado por vias de fato, ameaça e injúria. Polícia Civil do Estado de Goiás

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da 2ª Delegacia Distrital de Polícia (2ª DDP) de Itumbiara, efetuou na terça-feira (16) a prisão de dois indivíduos durante uma operação de fiscalização contra o furto de energia elétrica no município, no sul do estado. A ação ocorreu após uma denúncia feita por fiscais terceirizados da concessionária Equatorial Goiás, que apontaram possíveis sinais de fraude em uma residência localizada no Setor Paranaíba.

De acordo com a Polícia Civil, durante a inspeção, foram identificadas adulterações em equipamentos do padrão de energia elétrica, caracterizando a prática de furto qualificado, conforme previsto no artigo 155, §3º do Código Penal. A manobra ilegal, popularmente conhecida como “gato de energia”, consiste em intervir diretamente no sistema de medição da concessionária para burlar o registro do consumo real, o que acarreta não apenas prejuízo econômico à distribuidora, mas representa riscos à segurança coletiva.

Conflito e agressão durante a abordagem

A situação se agravou quando um dos moradores do imóvel, um homem de 28 anos, se exaltou diante da abordagem dos fiscais e partiu para a agressão física contra um dos profissionais. A Polícia Civil foi imediatamente acionada e compareceu ao local, efetuando a detenção do agressor, que foi autuado em flagrante pelos crimes de vias de fato, ameaça e injúria.

Já a proprietária do imóvel, identificada como responsável direta pela unidade consumidora, foi preservada em flagrante por furto de energia elétrica, após a confirmação técnica da fraude. Ambos os envolvidos foram conduzidos à sede da 2ª DDP, onde prestaram depoimento.

Repercussão e consequências legais

Segundo o delegado responsável pelo caso, as provas coletadas durante a perícia técnica são robustas e suficientes para comprovar a adulteração dos medidores, o que torna o crime inafiançável na fase inicial. “A manipulação do sistema elétrico é grave, compromete a integridade da rede, coloca vidas em risco e impõe prejuízos à coletividade”, afirmou o delegado.

A concessionária Equatorial Goiás, por sua vez, informou que tem intensificado as ações de fiscalização em diversas regiões do estado, especialmente em áreas com indícios de perdas não técnicas — ou seja, fraudes e furtos de energia. A empresa ressaltou ainda que conta com tecnologia de ponta para identificação de irregularidades, e que casos de agressão aos fiscais são tratados com máxima seriedade em parceria com as forças de segurança pública.

Impacto do furto de energia

Especialistas apontam que o furto de energia elétrica vai além da violação patrimonial. Pode provocar incêndios, curtos-circuitos, explosões e choques elétricos, além de sobrecarregar a rede e comprometer a qualidade do fornecimento para os usuários regulares. De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), o Brasil perde cerca de R$ 7,5 bilhões por ano com esse tipo de crime.

A Equatorial Goiás reforça que denúncias de ligações clandestinas ou fraudes podem ser feitas de forma anônima por meio da Central de Atendimento: 0800 062 0196.

Prisões refletem nova postura no enfrentamento ao crime

A prisão dos dois moradores em Itumbiara se soma a um conjunto crescente de operações realizadas em 2025 no estado de Goiás, que já resultaram em mais de 100 prisões por furto de energia nos primeiros seis meses do ano. A estratégia de repressão vem sendo conduzida com apoio da Polícia Civil, da Polícia Técnico-Científica e da Polícia Militar, como parte de uma política estadual de tolerância zero contra práticas que comprometam a segurança elétrica e o interesse coletivo.

Os presos seguem à disposição da Justiça e poderão responder por crimes que, somados, podem ultrapassar oito anos de reclusão, dependendo do agravamento das penas e reincidências. A Polícia Civil continua monitorando outras áreas da cidade, e novas ações estão previstas para as próximas semanas.

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Marcus

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