Personalizar preferências de consentimento

Usamos cookies para ajudá-lo a navegar com eficiência e executar determinadas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies em cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies categorizados como "Necessários" são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para permitir as funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Os cookies necessários são requeridos para habilitar os recursos básicos deste site, como fornecer login seguro ou ajustar suas preferências de consentimento. Esses cookies não armazenam nenhum dado de identificação pessoal.

Nenhum cookie para mostrar

Os cookies funcionais ajudam a executar determinadas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedback e outros recursos de terceiros.

Nenhum cookie para mostrar

Cookies analíticos são usados ​​para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição, fonte de tráfego etc.

Nenhum cookie para mostrar

Os cookies de desempenho são usados ​​para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência de usuário aos visitantes.

Nenhum cookie para mostrar

Os cookies de publicidade são usados ​​para fornecer aos visitantes anúncios personalizados com base nas páginas que você visitou anteriormente e para analisar a eficácia das campanhas publicitárias.

Nenhum cookie para mostrar

3 de abril de 2025
NotíciasSaúdeÚltimas

Estresse Crônico Dobrou o Risco de Alzheimer em Pacientes, Revela Estudo: Depressão Aumenta o Perigo em Quatro Vezes

Pesquisa internacional destaca impacto do estresse e depressão no aumento significativo de risco para doenças neurodegenerativas. Especialistas reforçam prevenção e hábitos saudáveis.
Médico destaca que estímulos cognitivos como quebra-cabeça e outros jogos ajudam a minimizar os riscos de desenvolver a demência de Alzheimer. Freepik

Um estudo publicado na revista Alzheimer’s Research & Therapy em outubro de 2023 acendeu um alerta importante para o impacto do estresse crônico no risco de desenvolvimento da Doença de Alzheimer. De acordo com a pesquisa, pessoas com diagnóstico de estresse crônico têm o risco dobrado de desenvolver Alzheimer, enquanto pacientes que também enfrentam depressão veem esse risco multiplicado por quatro. A relevância desses dados é ainda maior com a chegada do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, em 21 de setembro, e o Dia de Combate ao Estresse, em 23 de setembro, reforçando a necessidade de cuidados preventivos e consciência sobre a saúde mental.

Estudo Revela Conexões Perigosas entre Estresse e Alzheimer

O estudo analisou quase 25 mil voluntários, todos com mais de 45 anos, ao longo de quatro anos. A pesquisa focou em acompanhar os níveis de estresse e os impactos no desempenho cognitivo desses indivíduos. Aqueles que apresentavam maior nível de tensão ao longo do tempo demonstraram pior desempenho nos testes de memória e maior risco de declínio cognitivo.

Segundo a pesquisa, o aumento dos níveis de cortisol — hormônio do estresse — tem efeito direto na saúde do cérebro, incluindo a diminuição da substância cinzenta, uma região crucial para funções cognitivas. Essa deterioração cerebral contribui para o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, conforme explicado pelo neurologista José Guilherme Schwam Júnior, que atua no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia.

“Estudos mostram que o estresse prolongado aumenta os níveis de cortisol e contribui para a redução da substância cinzenta, além de elevar o risco cardiovascular, outro fator importante para doenças neurológicas”, afirma Schwam Júnior.

Prevenção é a Melhor Opção

Embora o estresse seja uma realidade comum na sociedade contemporânea, Schwam Júnior sugere que mudanças no estilo de vida podem ser fundamentais na prevenção tanto do estresse quanto do Alzheimer. Para ele, é essencial aprender a gerenciar as pressões diárias, reduzir o foco nas redes sociais e priorizar o convívio pessoal, além de adotar a prática regular de exercícios físicos.

“A qualidade do sono também é crucial”, alerta o neurologista. “Dormir entre sete a oito horas por noite ajuda a manter os níveis de estresse controlados. Pessoas que dormem menos ou têm sono de baixa qualidade tendem a ter mais estresse, o que, por sua vez, eleva o risco de doenças como o Alzheimer.”

Hábitos Alimentares e Exercícios Físicos: Chaves na Prevenção de Alzheimer

Além de controlar o estresse, Schwam Júnior também recomenda medidas que visam diminuir os fatores de risco associados ao Alzheimer. “Uma alimentação equilibrada, com menos carboidratos refinados, menos gordura e açúcares, e mais alimentos frescos como frutas, verduras e peixes, é uma maneira de reduzir o risco de demência”, orienta. Ele sugere o consumo de alimentos ricos em ômega-3, como sardinha, atum e salmão, além de castanhas e azeite de oliva extra virgem.

Outro fator relevante é a atividade física, que deve ser praticada regularmente. “Pelo menos três horas de exercício por semana já contribuem para a prevenção. O ideal é combinar exercícios aeróbicos com musculação”, explica Schwam Júnior.

Ele também destaca a importância de manter o cérebro ativo por meio de estímulos cognitivos. Leitura, quebra-cabeças, jogos de tabuleiro, palavras cruzadas e até aprender novos idiomas ou habilidades são formas eficazes de manter a mente em movimento e reduzir os riscos de declínio cognitivo.

“Quanto mais desafios intelectuais impomos ao cérebro, menor a probabilidade de ele perder suas capacidades ao longo do tempo”, conclui o especialista.

Implicações Futuras

A publicação desse estudo reforça uma tendência já apontada por outras pesquisas, como a publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA), que também correlaciona altos níveis de tensão ao declínio mental e à perda de memória na velhice. Ao associar diretamente o estresse crônico com o Alzheimer, o novo estudo traz dados significativos para pacientes, médicos e políticas públicas de saúde mental, sugerindo que o combate ao estresse pode ter efeitos amplos na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Com o aumento global da expectativa de vida, as doenças associadas ao envelhecimento, como o Alzheimer, tendem a se tornar ainda mais prevalentes. Por isso, é vital que as pesquisas continuem a investigar as melhores maneiras de combater os fatores de risco e retardar o desenvolvimento dessas condições debilitantes.

Reflexão no Dia Mundial do Alzheimer

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, é uma data para conscientizar a população sobre a doença que atinge milhões de pessoas no mundo. Esse estudo reitera a necessidade de prestar atenção aos sinais de estresse e depressão, que, se negligenciados, podem agravar o quadro de saúde mental e aumentar os riscos de desenvolvimento de Alzheimer. Já o Dia de Combate ao Estresse, em 23 de setembro, serve como lembrete de que cuidar da saúde mental é um passo crucial para manter a saúde do corpo e da mente em dia.

A relação entre estresse crônico, depressão e Alzheimer é preocupante, mas a boa notícia é que medidas preventivas podem ser adotadas para minimizar esses riscos. Com um estilo de vida saudável, que inclua práticas de relaxamento, atividades físicas regulares e alimentação equilibrada, é possível proteger o cérebro e o corpo de danos futuros.

A pesquisa de 2023 lança luz sobre a importância de cuidar da saúde mental para garantir um envelhecimento mais saudável e menos suscetível a doenças graves. A mensagem central é clara: o combate ao estresse é, ao mesmo tempo, um caminho para a saúde cerebral e uma forma de proteger a memória e a qualidade de vida no longo prazo.